sábado, 29 de outubro de 2016

Como organizo minhas viagens



 Voltando a falar de viagem, muita gente acha que ganhei na Mega da Virada por conseguir muitas vezes, fazer duas viagens internacionais ao ano. Mas posso afirmar: Não, não ganhei na Mega, continuo trabalhando como professora de inglês (por aí você já vê que não ganho nenhuma fortuna), de segunda à sexta, pagando minhas contas, pagando impostos e em alguns meses gastando mais do que devia (shame on me).
   
  Mas o que nunca falo (ou falo apenas para os mais chegados), é como me organizo pra conseguir viajar mais. 

 Bom, o primeiro quesito que tenho em mente é:" Pra onde quero ir?" Depois, penso:" Quantos dias são necessários pra conhecer essa cidade/país?" E por fim: "Quanto vou gastar?". Exatamente nessa ordem.

  O próximo passo é verificar quantos dias de férias terei e quando. No meu caso, como trabalho em escola, minhas férias são divididas em 15 dias em Julho e 15 em Dezembro. Sim, altíssima temporada, eu sei, mas fazer o quê? É isso ou ficar em casa vendo a vida passar...

  Em seguida, pesquisando em blogs e sites o quanto irei gastar nesse destino, começo os cálculos. Pego o valor total da viagem e divido pelos meses que terei até o mês de embarque, por exemplo: Se ela custar no total R$ 7.000,00 e do mês que estou agora até a data da viagem faltarem 6 meses, divido esses R$7.000,00 por 6, o que dará aproximadamente R$1.166,00 por mês, sendo esse valor o que terei que guardar mensalmente. Incluo nesse valor passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte de Bauru à São Paulo e os poucos presentinhos para a família.

  Feito tudo isso, é hora de focar e começar a guardar, o que pra mim nunca foi muito difícil, pois desde pequena isso é um hábito.

 Compro as passagens aéreas e reservo a hospedagem com no mínimo três meses de antecedência para garantir bons preços e aí é só torcer para que tudo dê certo e começar a pesquisar o que você quer ver na cidade ou país que irá.

  Acredito que viajar realmente seja uma questão de prioridades, nem sempre você terá R$500,00/R$700,00 todo mês para uma grande viagem, mas se isso é o que te move, se você está disposto a abrir mão de outros confortos e tiver coragem de encarar, eu te garanto: Será inesquecível!








quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Livro: Livre - de Cheryl Strayed



           Recomeço, essa é a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever a sensação que dá ao ler esse livro. 

         Livre conta a história da própria autora, Cheryl Strayed, que após a morte da mãe, uso abusivo de drogas e sexo sem limites, encontra em uma prateleira de uma loja de conveniência um guia da Pacific Crest Trail (a PCT), uma trilha que vai da fronteira dos Estados Unidos com o México à fronteira com o Canadá e não encontrando outra maneira de se reerguer, Cheryl decide encarar o desafio que envolvem não só conhecimentos específicos de equipamentos e cuidados com a vida selvagem ao redor, mas também um processo de autoconhecimento que vai muito além do ela mesma imaginava.

   Um livro leve, com passagens pela a vida da autora anterior a chegada à PCT, nos mostra que os problemas dela poderiam ser os nossos, nos faz sentir empatia e uma vontade de puxar uma cadeira e tentar confortá-la. 
     
   Com Livre é  muito fácil nos identificarmos com  Cheryl: dor, arrependimento, solidão, tristeza, insegurança, frustração são sentimentos que batem a nossa porta constantemente e que devemos aprender a lutar e a lidar. 

  Sem dúvida nenhuma recomendo fortemente não só o livro, mas também a se emocionar com o filme estrelado por Reese Whiterspoon.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O primeiro intercâmbio a gente nunca esquece

                 

     Dizem por aí que a primeira vez que fazemos algo a gente não esquece, a primeira viagem internacional também não. 

   Em outubro de 2013 embarquei para o meu primeiro intercâmbio, cruzei o Atlântico e desembarquei em um dos lugares mais lindos do mundo: Edimburgo, na Escócia. Como nem todo mundo sabe, a Escócia é um dos três países que compõe a Grã- Bretanha junto com Inglaterra e País de Gales, tem a libra esterlina como moeda e o inglês como idioma oficial.

  Cheguei no país no meio do outono, o que já gerou meus primeiros queixos caídos da viagem. Fiquei com uma família escocesa e puder apreciar o dia a dia ao mesmo tempo muito parecido com o nosso: trabalho, supermercado, trânsito, filhos na escola, atividade física, contas pra pagar, enfim, rotina como a de quase todos no mundo. Porém, o que dava um tempero muito especial e que os tornava tão diferentes de mim é o idioma e a comida.

 Por lá, o Fish and Chips (peixe com batatas fritas) é bastante comum, assim como na Inglaterra; há  muitas destilarias sendo o whisky um dos carros-chefes na parte gastronômica escocesa; provei também o Haggis, prato típico feito de bucho de carneiro recheado com vísceras e farinha de aveia para dar liga. Falando assim, pode parecer nojento, mas é delicioso, pena que tive poucas oportunidades de comê-lo com mais frequência.

 Como fui para estudar, escolhi ainda no Brasil uma escola mais tradicional e reconhecida, a Kaplan. E sinceramente, não poderia ter escolhido melhor. Foi lá que me senti mais confortável e botei meu inglês pra funcionar de verdade, fiz amizades com uma galera do mundo todo,mas os que os que verdadeiramente conquistaram meu coração foram os alemães pela simpatia, pontualidade e sinceridade. Como eu era a única brasileira da sala, ouvia muitas perguntas sobre o brasil, como por exemplo: "É verdade que São Paulo tem muitos prédios?" "O carnaval é animado mesmo?" " A capital do Brasil é o Rio, né?", entre tantas outras que às vezes me fazia rir e outras me faziam pensar, principalmente quando me perguntavam sobre a corrupção.

 Outra parte bacana da vida na Escócia (que eu gostava muitíssimo) são os pubs, cada dia era um lugar diferente, com opções de cervejas diferentes, uma loucura! 
Não posso deixar de mencionar que Edimburgo é uma cidade medieval, com ruas de paralelepípedo, castelos magníficos, e assim, o que não faltam são histórias: guerras, bruxas, guilhotinas e etc. E o que mais me maravilhava era poder viajar pelo país conhecendo mais a fundo todos os mitos e verdades e de quebra ganhar paisagens de nos fazer coçar os olhos pra garantir que não era sonho. 

Muita gente acha complicado demais se organizar e fazer uma viagem dessas, e às vezes não é fácil mesmo, mas uma coisa eu digo: valeu cada centavo, cada lágrima, cada minuto pesquisando os roteiros, cada momento de saudade dos que ficaram aqui. E se posso te dar um conselho: se joga!



  


   

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Meu caminho de autoconhecimento



   Há cerca de um ano, conheci o Minimalismo, cuja ideia gira em torno do viver com menos, com o que realmente nos basta tanto no quesito material quanto no emocional.
  Também há um ano, passei (e continuo passando) por uma mudança espiritual e de autoconhecimento tão grandes que hoje já me sinto outra pessoa, como se tudo que aconteceu anteriormente não tivesse sido comigo. Comecei a seguir blogs e páginas de pessoas que me inspiraram a evoluir. Foi uma fase incrível.
   Nessa mesma época, comecei a escrever em um caderno frases, textos e insights que me ajudavam a levantar a cabeça, respirar fundo e prosseguir, isso me ajudou de uma forma que ainda hoje permaneço registrando tudo que encontro e que acaba fazendo sentido na minha vida. Iniciei as sessões de terapia, mas não me sentia tão confortável com a terapeuta, então não posso dizer que grandes mudanças surgiram a partir disso.
   Mesmo assim, passei a virada de 2015 para 2016 com uma sensação de plenitude que poucas vezes senti. Sabia que tudo daria certo e que o ano que entrava seria de muitas conquistas - e assim está sendo.
   Em janeiro, resolvi fazer meu primeiro grande declutter, que nada mais é do tirar do armário tudo o que já não nos serve mais e que de alguma forma pode ser útil para outras pessoas. E assim fiz, doei uma quantidade assustadora de roupas e sapatos. Pronto, fiquei mais leve. Em maio, decidi fazer outro declutter apenas com mais algumas roupas e também com livros. Mais uma vez, me senti mais aliviada, mas parei por aí, afinal, desapegar não é uma tarefa fácil e requer questionamentos internos que muitas vezes machucam: "Engordei e isso não me serve mais."  "Por que cargas d´água gastei meu dinheiro com isso?" ou "Poxa, gosto taaaanto, mas está tão velho que terei que jogar fora".
    Cá estou eu em outubro, ainda no processo de me autoconhecer e estou apaixonada pelas decisões que tenho tomado: Voltei para a terapia - com uma psicóloga que realmente admiro e me sinto bem; acabo de fazer outro declutter com mais roupas, poucos sapatos e muitas bijus; pretendo continuar a seguir a filosofia minimalista de repensar os gastos, onde compro e começar a parte mais complicada de todas: a mudar minha alimentação. Mesmo não sendo comilona, meu ponto fraco são os doces, impossível comer um só e isso está me fazendo me sentir um pouco mal.
   É, botar ordem na casa não é fácil, exige coragem, força de vontade e um propósito, assim a coisa anda e a cada pequena mudança surge junto uma grande felicidade e o sentimento de que somos capazes.