quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Meu caminho de autoconhecimento



   Há cerca de um ano, conheci o Minimalismo, cuja ideia gira em torno do viver com menos, com o que realmente nos basta tanto no quesito material quanto no emocional.
  Também há um ano, passei (e continuo passando) por uma mudança espiritual e de autoconhecimento tão grandes que hoje já me sinto outra pessoa, como se tudo que aconteceu anteriormente não tivesse sido comigo. Comecei a seguir blogs e páginas de pessoas que me inspiraram a evoluir. Foi uma fase incrível.
   Nessa mesma época, comecei a escrever em um caderno frases, textos e insights que me ajudavam a levantar a cabeça, respirar fundo e prosseguir, isso me ajudou de uma forma que ainda hoje permaneço registrando tudo que encontro e que acaba fazendo sentido na minha vida. Iniciei as sessões de terapia, mas não me sentia tão confortável com a terapeuta, então não posso dizer que grandes mudanças surgiram a partir disso.
   Mesmo assim, passei a virada de 2015 para 2016 com uma sensação de plenitude que poucas vezes senti. Sabia que tudo daria certo e que o ano que entrava seria de muitas conquistas - e assim está sendo.
   Em janeiro, resolvi fazer meu primeiro grande declutter, que nada mais é do tirar do armário tudo o que já não nos serve mais e que de alguma forma pode ser útil para outras pessoas. E assim fiz, doei uma quantidade assustadora de roupas e sapatos. Pronto, fiquei mais leve. Em maio, decidi fazer outro declutter apenas com mais algumas roupas e também com livros. Mais uma vez, me senti mais aliviada, mas parei por aí, afinal, desapegar não é uma tarefa fácil e requer questionamentos internos que muitas vezes machucam: "Engordei e isso não me serve mais."  "Por que cargas d´água gastei meu dinheiro com isso?" ou "Poxa, gosto taaaanto, mas está tão velho que terei que jogar fora".
    Cá estou eu em outubro, ainda no processo de me autoconhecer e estou apaixonada pelas decisões que tenho tomado: Voltei para a terapia - com uma psicóloga que realmente admiro e me sinto bem; acabo de fazer outro declutter com mais roupas, poucos sapatos e muitas bijus; pretendo continuar a seguir a filosofia minimalista de repensar os gastos, onde compro e começar a parte mais complicada de todas: a mudar minha alimentação. Mesmo não sendo comilona, meu ponto fraco são os doces, impossível comer um só e isso está me fazendo me sentir um pouco mal.
   É, botar ordem na casa não é fácil, exige coragem, força de vontade e um propósito, assim a coisa anda e a cada pequena mudança surge junto uma grande felicidade e o sentimento de que somos capazes.
    

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