terça-feira, 11 de abril de 2017

Sobre a grama do vizinho (e a nossa)








Sempre ouvimos falar que: " A grama do vizinho é sempre mais verde" quando trata-se de enxergarmos que a vida alheia é muito melhor que a nossa, quase sempre referindo-se a algo material: casa, roupas, trabalho, dinheiro e até beleza.

Olhar a grama do outro é muito fácil, um defeito aqui, outro ali, uma vitoriazinha pra lá, outra pra cá. "Nossa, ele trocou de carro de novo! Deve estar ganhando bem", "João conseguiu mais uma promoção no trabalho, por que será que eu não consigo?" entre outras tantas observações que fazemos conscientes ou não. 

Agora, o complicado é dar uma pausa no olhar a do outro e encarar a nossa própria. E a sua grama, como ela está? Regada e aparada? Verdinha igual a da casa ao lado? Olhar pra si mesmo não é fácil, logo de cara aparecem os defeitos e lidar com eles assusta e muito. O primeiro passo é identificá-los, tente observar suas reações em cada situação que te acontece, as boas e as ruins, depois segure todos eles e pergunte a si mesmo o motivo de cada um, o por que você se sente daquele jeito. Pare e pense em como você pode fazer dessa falha uma qualidade.

Já com as vitórias, é necessário estar em movimento. A não ser que seu vizinho tenha ganhado na mega da virada, ele provavelmente ralou bastante pra conseguir a tão sonhada troca de carro, o outro provavelmente trabalhou além do expediente e demonstrou confiança para ter conseguido a promoção. Com você não será diferente, aposte em algo que goste e corra atrás tendo em mente que nada cai do céu.

 Depois vá para essas qualidades, observá-las também requer autoamor e nem todo mundo reconhece as coisas boas que tem só de pensá-las rapidamente. Autoestima não é ser narcisista e evitar tomar decisões e sair do lugar, ao contrário, tem a ver com exercitar suas escolhas, independente do que pensem ou digam.

Você sabe o que te move e como fazer da sua grama mais verde, comece com um só passo: observe-se. Quando se pegar esticando o pescoço pra grama alheia, volte o foco para a sua e se questione o motivo dela estar do jeito que está. 

Não é tão simples, mas pode apostar que só com esse passo, sucesso e autoconhecimento irão transbordar.






sábado, 21 de janeiro de 2017

Não uso 38. E você?


Dia desses, entrei numa dessas lojas de departamento à procura de um jeans preto, básico e sem muitas firulas. Fui conferir a numeração, a minha de 2013 pra cá vem sendo a 40-42

Conforme caminhava pelas araras, fiquei pensando em como somos levadas a crer que o 36 e 38 seriam as numerações ideais -digo levadas, pois me refiro a nós mulheres e todos os estereótipos que nos são impostos: "Ser magra e usar 36/38 é o ideal", "Cabelos lisos e longos são os mais bonitos", "Corpo perfeito é o que é malhado todos os dias exaustivamente nas academias", entre tantos outros.

Aí, você chega na loja e vê que o modelo da calça 40 não te serve, é pequeno demais! 

Me pergunto se as empresas de moda andam utilizando crianças como molde para a fabricação das roupas. O que há 10 anos era uma calça 42, hoje é uma 38 no máximo. A mulher brasileira é curvilínea, tem quadris maiores e pernas mais grossas.Será que é tão complicado começarem a produzir roupas para esse público?

Outro fato que já percebi que afeta muito nós mulheres é a autoestima. Uma mulher um pouco mais gordinha, chega toda feliz numa loja querendo comprar uma roupa nova e se depara com peças de Barbie. Mesmo que "sem forçar", o efeito que isso gera é de que ela precisa emagrecer a qualquer custo para poder usar roupas bonitas.

E aí eu questiono: "Quem impôs tudo isso?" Um mídia que simplesmente quer vender e gerar lucro? E gera mesmo, só que com a nossa baixo autoestima e a falsa certeza de que quanto menor nossa numeração, mais bem encaixadas estaremos na sociedade e assim, comprar sem medidas começa a ser uma válvula de escape.

Ser feliz com o próprio corpo não é fácil. Lutar contra padrões estúpidos, tampouco. Se achar que deve fazer um procedimento estético, faça. Se achar que está bom assim, então, está bom assim. O que precisamos desenvolver é um filtro interno capaz de selecionar tudo o que vem sendo imposto direta ou indiretamente e seguir aquilo que desejamos, que nos faz feliz.

Num mundo em que se prega a diversidade, tentar enfiar um jeans 38 "goela abaixo" de nós mulheres, realmente é pura incoerência.





* Só gostaria de deixar claro que não sou profissional de Desenvolvimento Pessoal e nem nada do tipo, apenas busco melhorar no meu dia a dia turbulento pesquisando sobre o assunto e venho aqui no Aleatorizando compartilhar das coisas que aprendo, apenas. E aproveitando pra dizer que tudo que escrevo aqui sejam conselhos e dicas eu tento da forma mais honesta possível aplicá-las na minha vida diariamente.

**Foto: Google Images






sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Livro: A Arte da Felicidade - Dalai Lama e Howard C. Cutler




Como o subtítulo mesmo diz:" Um manual para a vida", e não é à toa.

Escrito por Dalai Lama (dispensa apresentações) e o psiquiatra Howard Cutler, o livro parte de entrevistas dadas por Dalai Lama ao médico em diversas ocasiões, principalmente em passagens do mestre budista pelos EUA e Ìndia (onde vive). Eram sempre encontros marcados, seguindo rígidos protocolos, mesmo assim nos faz sentir o quanto Dalai Lama é próximo e acessível aos que se encontram por perto.

O livro aborda a ideia de felicidade como algo prático, pouco idealizada. Outros tópicos são também: Propósito de vida, compaixão, superação de obstáculos e por aí vai.

De linguagem fácil e perguntas um tanto quanto inocentes, segue a linha: pergunta -resposta, o que faz com que o texto flua e seja gostoso de ler.

Recomendo não apenas a leitura, mas a reflexão que a obra vai oferecendo no decorrer dos capítulos, tenha você a crença que tiver, é um livro para a vida.



*Foto: Arquivo pessoal.








segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E quando bate a crise?


Já ouvi por aí que todo mundo, um dia, a partir de agora, começarão a reavaliar suas vidas profissionais.

Bom, no meu caso, isso vem acontecendo desde meados de Setembro do ano passado. Trabalhei em escolas de diversos segmentos: públicas, privadas, de idiomas, de informática e infantis.

O que posso afirmar é que em poucas delas eu me senti completamente feliz com o que fazia, apesar de ainda não nomear esses sentimentos como "crise profissional".

Hoje, já classifico como sendo um período de insatisfação com as atividades que exerço. E aí você pode perguntar: "Mas o que a maioria dessas pessoas que estão insatisfeitas buscam?". 

É simples, com o desenrolar da tecnologia, podemos ter acesso a atividades, modos de vida, lugares do mundo que antes não tínhamos. Hoje temos noção que a vida não é apenas trabalho, que outras coisas como o lazer também são de extrema importância e que até ajudam a termos um melhor desempenho no que nos propomos a fazer. Queremos a famosa Flexibilidade. Queremos fazer nossos próprios horários, ter tempo pra família, amigos, viajar... Sem a necessidade de altos cargos, basta uma vida simples, mas satisfatória,até com salário menor (por que não?).

Muitos profissionais atuam bem, tem um salário OK, mas são infelizes de segunda à sexta. Precisam ficar presos na empresa por 8hs diárias, muitas vezes, sem nada para fazer ou desempenhando funções que facilmente seriam bem executadas de suas próprias casas.

O problema também é encontrar pessoas que passem pela mesma situação, querendo uma mudança para poder conversar e trocar experiências. Eu, por exemplo, já ouvi indiretas que não gosto de trabalhar, que reclamo de barriga cheia, que meu salário é melhor que de muita gente, que o país está em crise e devo agradecer pelo meu trabalho, enfim, há pessoas que realmente não se importam em desenvolver uma atividade que não gostem pelo simples fato de terem contas a pagar ou serem bem remuneradas.

Cada um sabe e sente quando uma crise profissional chega, bate desânimo, tristeza, achismos de que nunca dará certo. Confesso que entrei em 2017 bem receosa, nem tão positiva e nem tão negativa.

O negócio é: se começar a perceber que não está tão legal, que já vai para o trabalho se arrastando, que atividade que você exerce não te faz mais sentido. Pare e avalie se você precisa apenas mudar de empresa, se o que bate é um cansaço mais psicológico ou se não é hora de uma mudança de carreira. Existem diversas formas de você entender isso e o autoconhecimento, a autoanálise e/ou a busca por um Coach podem trazer grandes benefícios.




*Foto: http://hypescience.com/