Já ouvi por aí que todo mundo, um dia, a partir de agora, começarão a reavaliar suas vidas profissionais.
Bom, no meu caso, isso vem acontecendo desde meados de Setembro do ano passado. Trabalhei em escolas de diversos segmentos: públicas, privadas, de idiomas, de informática e infantis.
O que posso afirmar é que em poucas delas eu me senti completamente feliz com o que fazia, apesar de ainda não nomear esses sentimentos como "crise profissional".
Hoje, já classifico como sendo um período de insatisfação com as atividades que exerço. E aí você pode perguntar: "Mas o que a maioria dessas pessoas que estão insatisfeitas buscam?".
É simples, com o desenrolar da tecnologia, podemos ter acesso a atividades, modos de vida, lugares do mundo que antes não tínhamos. Hoje temos noção que a vida não é apenas trabalho, que outras coisas como o lazer também são de extrema importância e que até ajudam a termos um melhor desempenho no que nos propomos a fazer. Queremos a famosa Flexibilidade. Queremos fazer nossos próprios horários, ter tempo pra família, amigos, viajar... Sem a necessidade de altos cargos, basta uma vida simples, mas satisfatória,até com salário menor (por que não?).
Muitos profissionais atuam bem, tem um salário OK, mas são infelizes de segunda à sexta. Precisam ficar presos na empresa por 8hs diárias, muitas vezes, sem nada para fazer ou desempenhando funções que facilmente seriam bem executadas de suas próprias casas.
O problema também é encontrar pessoas que passem pela mesma situação, querendo uma mudança para poder conversar e trocar experiências. Eu, por exemplo, já ouvi indiretas que não gosto de trabalhar, que reclamo de barriga cheia, que meu salário é melhor que de muita gente, que o país está em crise e devo agradecer pelo meu trabalho, enfim, há pessoas que realmente não se importam em desenvolver uma atividade que não gostem pelo simples fato de terem contas a pagar ou serem bem remuneradas.
Cada um sabe e sente quando uma crise profissional chega, bate desânimo, tristeza, achismos de que nunca dará certo. Confesso que entrei em 2017 bem receosa, nem tão positiva e nem tão negativa.
O negócio é: se começar a perceber que não está tão legal, que já vai para o trabalho se arrastando, que atividade que você exerce não te faz mais sentido. Pare e avalie se você precisa apenas mudar de empresa, se o que bate é um cansaço mais psicológico ou se não é hora de uma mudança de carreira. Existem diversas formas de você entender isso e o autoconhecimento, a autoanálise e/ou a busca por um Coach podem trazer grandes benefícios.
*Foto: http://hypescience.com/

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