sábado, 21 de janeiro de 2017

Não uso 38. E você?


Dia desses, entrei numa dessas lojas de departamento à procura de um jeans preto, básico e sem muitas firulas. Fui conferir a numeração, a minha de 2013 pra cá vem sendo a 40-42

Conforme caminhava pelas araras, fiquei pensando em como somos levadas a crer que o 36 e 38 seriam as numerações ideais -digo levadas, pois me refiro a nós mulheres e todos os estereótipos que nos são impostos: "Ser magra e usar 36/38 é o ideal", "Cabelos lisos e longos são os mais bonitos", "Corpo perfeito é o que é malhado todos os dias exaustivamente nas academias", entre tantos outros.

Aí, você chega na loja e vê que o modelo da calça 40 não te serve, é pequeno demais! 

Me pergunto se as empresas de moda andam utilizando crianças como molde para a fabricação das roupas. O que há 10 anos era uma calça 42, hoje é uma 38 no máximo. A mulher brasileira é curvilínea, tem quadris maiores e pernas mais grossas.Será que é tão complicado começarem a produzir roupas para esse público?

Outro fato que já percebi que afeta muito nós mulheres é a autoestima. Uma mulher um pouco mais gordinha, chega toda feliz numa loja querendo comprar uma roupa nova e se depara com peças de Barbie. Mesmo que "sem forçar", o efeito que isso gera é de que ela precisa emagrecer a qualquer custo para poder usar roupas bonitas.

E aí eu questiono: "Quem impôs tudo isso?" Um mídia que simplesmente quer vender e gerar lucro? E gera mesmo, só que com a nossa baixo autoestima e a falsa certeza de que quanto menor nossa numeração, mais bem encaixadas estaremos na sociedade e assim, comprar sem medidas começa a ser uma válvula de escape.

Ser feliz com o próprio corpo não é fácil. Lutar contra padrões estúpidos, tampouco. Se achar que deve fazer um procedimento estético, faça. Se achar que está bom assim, então, está bom assim. O que precisamos desenvolver é um filtro interno capaz de selecionar tudo o que vem sendo imposto direta ou indiretamente e seguir aquilo que desejamos, que nos faz feliz.

Num mundo em que se prega a diversidade, tentar enfiar um jeans 38 "goela abaixo" de nós mulheres, realmente é pura incoerência.





* Só gostaria de deixar claro que não sou profissional de Desenvolvimento Pessoal e nem nada do tipo, apenas busco melhorar no meu dia a dia turbulento pesquisando sobre o assunto e venho aqui no Aleatorizando compartilhar das coisas que aprendo, apenas. E aproveitando pra dizer que tudo que escrevo aqui sejam conselhos e dicas eu tento da forma mais honesta possível aplicá-las na minha vida diariamente.

**Foto: Google Images






sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Livro: A Arte da Felicidade - Dalai Lama e Howard C. Cutler




Como o subtítulo mesmo diz:" Um manual para a vida", e não é à toa.

Escrito por Dalai Lama (dispensa apresentações) e o psiquiatra Howard Cutler, o livro parte de entrevistas dadas por Dalai Lama ao médico em diversas ocasiões, principalmente em passagens do mestre budista pelos EUA e Ìndia (onde vive). Eram sempre encontros marcados, seguindo rígidos protocolos, mesmo assim nos faz sentir o quanto Dalai Lama é próximo e acessível aos que se encontram por perto.

O livro aborda a ideia de felicidade como algo prático, pouco idealizada. Outros tópicos são também: Propósito de vida, compaixão, superação de obstáculos e por aí vai.

De linguagem fácil e perguntas um tanto quanto inocentes, segue a linha: pergunta -resposta, o que faz com que o texto flua e seja gostoso de ler.

Recomendo não apenas a leitura, mas a reflexão que a obra vai oferecendo no decorrer dos capítulos, tenha você a crença que tiver, é um livro para a vida.



*Foto: Arquivo pessoal.








segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

E quando bate a crise?


Já ouvi por aí que todo mundo, um dia, a partir de agora, começarão a reavaliar suas vidas profissionais.

Bom, no meu caso, isso vem acontecendo desde meados de Setembro do ano passado. Trabalhei em escolas de diversos segmentos: públicas, privadas, de idiomas, de informática e infantis.

O que posso afirmar é que em poucas delas eu me senti completamente feliz com o que fazia, apesar de ainda não nomear esses sentimentos como "crise profissional".

Hoje, já classifico como sendo um período de insatisfação com as atividades que exerço. E aí você pode perguntar: "Mas o que a maioria dessas pessoas que estão insatisfeitas buscam?". 

É simples, com o desenrolar da tecnologia, podemos ter acesso a atividades, modos de vida, lugares do mundo que antes não tínhamos. Hoje temos noção que a vida não é apenas trabalho, que outras coisas como o lazer também são de extrema importância e que até ajudam a termos um melhor desempenho no que nos propomos a fazer. Queremos a famosa Flexibilidade. Queremos fazer nossos próprios horários, ter tempo pra família, amigos, viajar... Sem a necessidade de altos cargos, basta uma vida simples, mas satisfatória,até com salário menor (por que não?).

Muitos profissionais atuam bem, tem um salário OK, mas são infelizes de segunda à sexta. Precisam ficar presos na empresa por 8hs diárias, muitas vezes, sem nada para fazer ou desempenhando funções que facilmente seriam bem executadas de suas próprias casas.

O problema também é encontrar pessoas que passem pela mesma situação, querendo uma mudança para poder conversar e trocar experiências. Eu, por exemplo, já ouvi indiretas que não gosto de trabalhar, que reclamo de barriga cheia, que meu salário é melhor que de muita gente, que o país está em crise e devo agradecer pelo meu trabalho, enfim, há pessoas que realmente não se importam em desenvolver uma atividade que não gostem pelo simples fato de terem contas a pagar ou serem bem remuneradas.

Cada um sabe e sente quando uma crise profissional chega, bate desânimo, tristeza, achismos de que nunca dará certo. Confesso que entrei em 2017 bem receosa, nem tão positiva e nem tão negativa.

O negócio é: se começar a perceber que não está tão legal, que já vai para o trabalho se arrastando, que atividade que você exerce não te faz mais sentido. Pare e avalie se você precisa apenas mudar de empresa, se o que bate é um cansaço mais psicológico ou se não é hora de uma mudança de carreira. Existem diversas formas de você entender isso e o autoconhecimento, a autoanálise e/ou a busca por um Coach podem trazer grandes benefícios.




*Foto: http://hypescience.com/