segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Amizades Líquidas



Hoje na rua, vi uma moça que um dia foi minha amiga e que com o tempo e a rotina  tornou-se apenas conhecida. Pouco sei sobre o que ela anda fazendo, quem está namorando, enfim, coisas que um dia foram diferentes.

Pensei em ir falar um ‘oi’, mas pensei: Será que devo? Há tanto tempo que nos distanciamos e já a vi outras vezes e em todas elas refizemos a promessa de nos visitarmos, o que claro, nunca aconteceu, o que  prova que há algo errado, já que amigos de verdade fazem um mínimo de esforço para se fazerem presentes. Imediatamente minha cabeça voou para Zygmunt Bauman e sua teoria da Modernidade/Amor Líquida, cuja ideia prega que vivemos em tempos de sentimentos fast food, ou seja, dê o que preciso ou caia fora, simples assim.

O que mais me assusta é exatamente isso, essa coisa de: “Ah, tudo bem, você não me procura, eu não te procuro... mesmo um dia tendo sabido muito uma da vida da outra. Ok, vida que segue e que venham novos amigos”. Triste, eu sei, a sensação que dá é que descartamos pessoas como descartamos papel toalha e isso engloba outros tipos de relacionamentos.

No final das contas, não me apedrejo por essa forma de pensar, até por que sabemos bem que um dos maiores empecilhos da distância é esse mesmo, fazer com que o que era fluido se torne maçante, e às vezes desinteressante, e não é por vontade própria, mas justamente por essa intersecção que fica e não sabemos muito bem como preenchê-la.  Fazer o quê?

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Perder-se também é encontrar-se!



Já perdi a conta de quantas vezes me senti vazia, seja lá de sentimentos ou de pessoas que suprissem uma falta que nem eu mesma sabia o que era.

Não é só o sentimento vazio em si, mas a vontade de querer me agarrar em algo para me provar  forte e no controle da vida, esquecendo que sou humana. Mas caminhar sozinho é complicado e requer um autoconhecimento de monge budista.

Assim como já perdi a conta, perdi também pessoas, algumas foram para um lugar melhor fora da Terra, outras porque escolheram não estar ao meu lado e seguiram seus caminhos. Só sei que cada uma dessas perdas deixou uma marca, que depois de muita reflexão e paciência comigo mesma, aprendi a ressignificar e a olhar de outra maneira, o de que tudo tem um lado positivo, independente do que esteja acontecendo e por mais difícil que seja enxergar isso durante a dor.

Foi aí que comecei a me encontrar, depois de tantas dúvidas e medo. Passei a pensar realmente em mim e nas coisas que eu gostava de fazer e a escrita foi um dos primeiros itens da lista (sim, faça uma lista das coisas que você gosta, ela te ajuda na criatividade e te dá um panorama amplo dos seus gostos), depois disso criei o blog e cá estou.

Agora eu me pergunto: E se não tivesse passado por todo esse processo de perdas, como é que eu chegaria até aqui?

 Que chegaria, chegaria, mas seria a mesma pessoa? Provavelmente não, e isso é lindo.

Acredito que tudo o que acontece, acontece por uma razão e que devemos nos deixar viver e às vezes perder, sem neuras e consciente que não podemos ter controle de tudo.












Vida adulta e decisões







 Pode demorar, mas um dia ela chega, a idade que quando crianças sonhamos ter para comprarmos o que quisermos, para não precisar dar satisfações aos nossos pais e chegarmos tarde em casa.

É, a vida adulta assolou minha porta desde que arrumei meu primeiro emprego em 2008 e de lá pra cá surgiram momentos tensos, de querer voltar a ser criança de novo, de negar que aquele peso eu tinha que carregar e mais ninguém. Ser adulto dói um bocado.

E nesses golpes duros, daqueles que te empurram para um buraco, comprimem nosso coração ou inflam o ego, trazem à tona um adulto rancoroso, egoísta e impaciente nos tornando irreconhecíveis a nós mesmos.

Mas como tudo na vida tem dois lados, ser adulta também me ajudou a conseguir a independência que eu sonhava e a decidir por coisas boas, como por exemplo: Pra onde ir nas férias? Sair ou ficar em casa? Comprar sorvete ou fazer brigadeiro de panela? Dentre tantas outras que fazem o dia a dia mais leve.

Gosto de pensar que ser independente é importante, e mais importante ainda é ser consciente dos nossos atos, das falhas, dos defeitos, de onde tem aquela ferida que ainda não cicatrizou, sem criar expectativas querendo ser uma pessoa diferente. Isso nos leva para um caminhar adulto sem cobranças, com bagagem leve.

Apesar das tantas obrigações que levamos nas costas, seja no trabalho ou em casa, ainda há um prazer em amadurecer se observando em constante desenvolvimento e só sendo gente grande pra curtir e se jogar nesse mar sem fim chamado autoconhecimento.




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sobre nós: O Aleatorizando e eu


   A escrita sempre fez parte da minha vida. Primeiro foram nos livros, depois as aulas de redação na escola e hoje escrevo para que a tranquilidade e o bem-estar após um dia agitado de trabalho não fujam em mim.

 O Aleatorizando é fruto das minhas divagações e de mais de um ano de busca pelo meu próprio desenvolvimento como ser humano.Ás vezes conto das minhas andanças pelo mundo e em outras, falo de livros e tudo que me inspira na imensidão que é a literatura.

Assim, devagar e com otimismo, vamos caminhando.

O primeiro passo: Criar um blog  ✓