Já perdi a conta de quantas vezes me senti vazia, seja lá de
sentimentos ou de pessoas que suprissem uma falta que nem eu mesma sabia o que
era.
Não é só o sentimento vazio em si, mas a vontade de querer
me agarrar em algo para me provar forte
e no controle da vida, esquecendo que sou humana. Mas caminhar sozinho é
complicado e requer um autoconhecimento de monge budista.
Assim como já perdi a conta, perdi também pessoas, algumas
foram para um lugar melhor fora da Terra, outras porque escolheram não estar ao
meu lado e seguiram seus caminhos. Só sei que cada uma dessas perdas deixou uma
marca, que depois de muita reflexão e paciência comigo mesma, aprendi a
ressignificar e a olhar de outra maneira, o de que tudo tem um lado positivo,
independente do que esteja acontecendo e por mais difícil que seja enxergar
isso durante a dor.
Foi aí que comecei a me encontrar, depois de tantas dúvidas
e medo. Passei a pensar realmente em mim e nas coisas que eu gostava de fazer e
a escrita foi um dos primeiros itens da lista (sim, faça uma lista das coisas
que você gosta, ela te ajuda na criatividade e te dá um panorama amplo dos seus
gostos), depois disso criei o blog e cá estou.
Agora eu me pergunto: E se não tivesse passado por todo esse
processo de perdas, como é que eu chegaria até aqui?
Que chegaria,
chegaria, mas seria a mesma pessoa? Provavelmente não, e isso é lindo.
Acredito que tudo o que acontece, acontece por uma razão e
que devemos nos deixar viver e às vezes perder, sem neuras e consciente que não
podemos ter controle de tudo.
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