sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Perder-se também é encontrar-se!



Já perdi a conta de quantas vezes me senti vazia, seja lá de sentimentos ou de pessoas que suprissem uma falta que nem eu mesma sabia o que era.

Não é só o sentimento vazio em si, mas a vontade de querer me agarrar em algo para me provar  forte e no controle da vida, esquecendo que sou humana. Mas caminhar sozinho é complicado e requer um autoconhecimento de monge budista.

Assim como já perdi a conta, perdi também pessoas, algumas foram para um lugar melhor fora da Terra, outras porque escolheram não estar ao meu lado e seguiram seus caminhos. Só sei que cada uma dessas perdas deixou uma marca, que depois de muita reflexão e paciência comigo mesma, aprendi a ressignificar e a olhar de outra maneira, o de que tudo tem um lado positivo, independente do que esteja acontecendo e por mais difícil que seja enxergar isso durante a dor.

Foi aí que comecei a me encontrar, depois de tantas dúvidas e medo. Passei a pensar realmente em mim e nas coisas que eu gostava de fazer e a escrita foi um dos primeiros itens da lista (sim, faça uma lista das coisas que você gosta, ela te ajuda na criatividade e te dá um panorama amplo dos seus gostos), depois disso criei o blog e cá estou.

Agora eu me pergunto: E se não tivesse passado por todo esse processo de perdas, como é que eu chegaria até aqui?

 Que chegaria, chegaria, mas seria a mesma pessoa? Provavelmente não, e isso é lindo.

Acredito que tudo o que acontece, acontece por uma razão e que devemos nos deixar viver e às vezes perder, sem neuras e consciente que não podemos ter controle de tudo.












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