Pode demorar, mas um dia ela chega, a idade que quando crianças sonhamos ter para comprarmos o que quisermos, para não precisar dar satisfações aos nossos pais e chegarmos tarde em casa.
É, a vida adulta assolou minha porta desde que arrumei meu
primeiro emprego em 2008 e de lá pra cá surgiram momentos tensos, de querer
voltar a ser criança de novo, de negar que aquele peso eu tinha que carregar e
mais ninguém. Ser adulto dói um bocado.
E nesses golpes duros, daqueles que te empurram para um
buraco, comprimem nosso coração ou inflam o ego, trazem à tona um adulto
rancoroso, egoísta e impaciente nos tornando irreconhecíveis a nós mesmos.
Mas como tudo na vida tem dois lados, ser adulta também me
ajudou a conseguir a independência que eu sonhava e a decidir por coisas boas,
como por exemplo: Pra onde ir nas férias? Sair ou ficar em casa? Comprar
sorvete ou fazer brigadeiro de panela? Dentre tantas outras que fazem o dia a
dia mais leve.
Gosto de pensar que ser independente é importante, e mais
importante ainda é ser consciente dos nossos atos, das falhas, dos defeitos, de
onde tem aquela ferida que ainda não cicatrizou, sem criar expectativas
querendo ser uma pessoa diferente. Isso nos leva para um caminhar adulto sem
cobranças, com bagagem leve.
Apesar das tantas obrigações que levamos nas costas, seja no
trabalho ou em casa, ainda há um prazer em amadurecer se observando em
constante desenvolvimento e só sendo gente grande pra curtir e se jogar nesse
mar sem fim chamado autoconhecimento.

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