quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

As dores e as delícias de viajar sozinha




Pois é, lá fui eu novamente meter a cara no mundo e me desafiar...

Sempre fui assim, dada a desafios e a destinos não tão dentro da caixinha assim... Alguns dizem que é do meu signo (Escorpião), uns dizem que é de família e outros que é só fogo de palha mesmo.

Não tenho respostas e nem sei se um dia vou/quero tê-las.

Fui pra San pedro de Atacama, desertão mais árido do mundo, secura total. Me hospedei em hostel com quarto compartilhado e ainda por cima, misto. E posso dizer? Melhor experiência do mundo!

Conhecer pessoas e poder compartilhar um pouco de quem você é sem esperar nada em troca, apenas aumentar a própria bagagem de histórias pra contar, é absolutamente incrível.

Saí do Brasil com milhões de dúvidas martelando na cabeça e pensando: "Como seria minha vida dali pra frente?"

Por estar sozinha, tive tempo pra pensar, fiz um diário de bordo, tipo Lucas Silva e Silva falando-diretamente-do-mundo-da-lua-onde-tudo-pode-acontecer. Além disso, tive conversas e paisagens inspiradoras, o tempo todo.

Tentei aprender com a natureza, entendi que ela possui ciclos muito bem definidos e que invariavelmente, somos parte dele também. 

Então compreendi que ficar adiando encerramentos e permanecer cravando âncoras pra não sair do lugar é a mais p*&* autossabotagem que poderia fazer.

Arrisco dizer que essa foi a viagem que mais aprendi até agora, sobre ciclos, sobre história, sobre mim mesma... Que amadurecer requer um pouco de dor, mas que a felicidade também faz parte. Que manter os cabelos bonitos e a pele maquiada é quase impossível, dadas as condições e clima do local. Que pegar uma friaca de -6ºC a 4.500 metros, porém bem agasalhada, é bem mais agradável que pegar 12ºC em São Paulo às 06h estando nem tão bem agasalhada assim.

Aprender a ser feliz com a própria companhia faz com que pessoas que também são felizes consigo próprias se aproximem e deixem um momento de ócio criativo muito mais agradável.

E as dores? Bom, depois de tantas delícias, a única coisa que lamentei de verdade, foi não ter levado um pau de selfie.





*Foto: Arquivo Pessoal

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Essa tal felicidade

    Passamos a vida esperando que algo grandioso aconteça. Algo que transforme nossa vida da noite para o dia. A chamada Felicidade. Mas vocês acreditam mesmo que ela chegará assim, meio que "do nada", de forma avassaladora, bastando apenas correr atrás um sonho aqui,  e de outro ali?

    Confesso que é muito bom ficar planejando o futuro, pensando nas coisas que podem dar certo e estipular metas. Mas perseguir demais essas idealizações podem surtir um efeito contrário e sabendo que as coisas tem sempre 50% de chances de darem certo, algumas frustrações podem vir acompanhadas no pacote. E lidar com elas nem sempre é mamão com açúcar.
    
   A grande questão, pelo menos pra mim, é viver esperando o dia que aquele sonhado emprego, a pessoa certa, o dinheiro na conta, a viagem de volta ao mundo, a aposentadoria, o sábado, o feriado...enfim, o dia que todos esses projetos de felicidade chegarão, mas não paramos pra usar os nossos sentidos e perceber que já temos saúde, que o nosso trabalho nos dá a grana pra volta ao mundo (ou uma viagem menor), que podemos sair pra beber uma breja sem precisar almejar pelo sábado, que deitar na cama e ficar olhando para o teto ouvindo uma boa música ou até mesmo lendo um livro já é a felicidade que bateu à nossa porta.

 Muitos especialistas em Desenvolvimento pessoal falam sobre viver o Agora, o momento presente e isso nunca fez tanto sentido na minha vida. A proposta é o seguinte: Independente do que você estiver passando hoje, pare onde está, respire e analise se naquele exato momento você tem algum problema. Não estou me referindo ao que aconteceu minutos antes (passado) e nem no que acontecerá minutos depois(futuro). Pense no seu Agora olhando ao seu redor, ouvindo o barulho dos carros, do ar condicionado, da criança que está próxima a você ou das pessoas que conversam ao lado, ou se você tiver muita sorte, dos pássaros no quintal, do farfalhar das folhas das árvores. Preste atenção aos movimentos que você costuma fazer mecanicamente, agora de forma consciente, como digitar, escovar os dentes, segurar algum objeto, e respirar.

  Ao tentarmos colocar em prática essas pequenas ações do Agora, podemos nos sentir mais inteiros, mais conectados com nós mesmos. Funciona como uma meditação, que nada mais é do que a concentração de atenção, focando no presente e na própria respiração. 

Para mim fez e faz muita diferença desapegar por uns instantes das idealizações de felicidade e me concentrar no que estou vivendo neste exato momento. Permaneça com seus sonhos de um amanhã melhor, mas não se esqueça que o hoje também vale a pena e é a única coisa que de fato temos. Espero de coração que para você funcione também.





* Só gostaria de deixar claro que não sou profissional de Desenvolvimento Pessoal e nem nada do tipo, apenas busco melhorar no meu dia a dia turbulento pesquisando sobre o assunto e venho aqui no Aleatorizando compartilhar das coisas que aprendo, apenas. E aproveitando pra dizer que tudo que escrevo aqui sejam conselhos e dicas eu tento da forma mais honesta possível aplicá-las na minha vida diariamente.
   
   








sábado, 29 de outubro de 2016

Como organizo minhas viagens



 Voltando a falar de viagem, muita gente acha que ganhei na Mega da Virada por conseguir muitas vezes, fazer duas viagens internacionais ao ano. Mas posso afirmar: Não, não ganhei na Mega, continuo trabalhando como professora de inglês (por aí você já vê que não ganho nenhuma fortuna), de segunda à sexta, pagando minhas contas, pagando impostos e em alguns meses gastando mais do que devia (shame on me).
   
  Mas o que nunca falo (ou falo apenas para os mais chegados), é como me organizo pra conseguir viajar mais. 

 Bom, o primeiro quesito que tenho em mente é:" Pra onde quero ir?" Depois, penso:" Quantos dias são necessários pra conhecer essa cidade/país?" E por fim: "Quanto vou gastar?". Exatamente nessa ordem.

  O próximo passo é verificar quantos dias de férias terei e quando. No meu caso, como trabalho em escola, minhas férias são divididas em 15 dias em Julho e 15 em Dezembro. Sim, altíssima temporada, eu sei, mas fazer o quê? É isso ou ficar em casa vendo a vida passar...

  Em seguida, pesquisando em blogs e sites o quanto irei gastar nesse destino, começo os cálculos. Pego o valor total da viagem e divido pelos meses que terei até o mês de embarque, por exemplo: Se ela custar no total R$ 7.000,00 e do mês que estou agora até a data da viagem faltarem 6 meses, divido esses R$7.000,00 por 6, o que dará aproximadamente R$1.166,00 por mês, sendo esse valor o que terei que guardar mensalmente. Incluo nesse valor passagens aéreas, hospedagem, alimentação, transporte de Bauru à São Paulo e os poucos presentinhos para a família.

  Feito tudo isso, é hora de focar e começar a guardar, o que pra mim nunca foi muito difícil, pois desde pequena isso é um hábito.

 Compro as passagens aéreas e reservo a hospedagem com no mínimo três meses de antecedência para garantir bons preços e aí é só torcer para que tudo dê certo e começar a pesquisar o que você quer ver na cidade ou país que irá.

  Acredito que viajar realmente seja uma questão de prioridades, nem sempre você terá R$500,00/R$700,00 todo mês para uma grande viagem, mas se isso é o que te move, se você está disposto a abrir mão de outros confortos e tiver coragem de encarar, eu te garanto: Será inesquecível!








quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Livro: Livre - de Cheryl Strayed



           Recomeço, essa é a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever a sensação que dá ao ler esse livro. 

         Livre conta a história da própria autora, Cheryl Strayed, que após a morte da mãe, uso abusivo de drogas e sexo sem limites, encontra em uma prateleira de uma loja de conveniência um guia da Pacific Crest Trail (a PCT), uma trilha que vai da fronteira dos Estados Unidos com o México à fronteira com o Canadá e não encontrando outra maneira de se reerguer, Cheryl decide encarar o desafio que envolvem não só conhecimentos específicos de equipamentos e cuidados com a vida selvagem ao redor, mas também um processo de autoconhecimento que vai muito além do ela mesma imaginava.

   Um livro leve, com passagens pela a vida da autora anterior a chegada à PCT, nos mostra que os problemas dela poderiam ser os nossos, nos faz sentir empatia e uma vontade de puxar uma cadeira e tentar confortá-la. 
     
   Com Livre é  muito fácil nos identificarmos com  Cheryl: dor, arrependimento, solidão, tristeza, insegurança, frustração são sentimentos que batem a nossa porta constantemente e que devemos aprender a lutar e a lidar. 

  Sem dúvida nenhuma recomendo fortemente não só o livro, mas também a se emocionar com o filme estrelado por Reese Whiterspoon.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O primeiro intercâmbio a gente nunca esquece

                 

     Dizem por aí que a primeira vez que fazemos algo a gente não esquece, a primeira viagem internacional também não. 

   Em outubro de 2013 embarquei para o meu primeiro intercâmbio, cruzei o Atlântico e desembarquei em um dos lugares mais lindos do mundo: Edimburgo, na Escócia. Como nem todo mundo sabe, a Escócia é um dos três países que compõe a Grã- Bretanha junto com Inglaterra e País de Gales, tem a libra esterlina como moeda e o inglês como idioma oficial.

  Cheguei no país no meio do outono, o que já gerou meus primeiros queixos caídos da viagem. Fiquei com uma família escocesa e puder apreciar o dia a dia ao mesmo tempo muito parecido com o nosso: trabalho, supermercado, trânsito, filhos na escola, atividade física, contas pra pagar, enfim, rotina como a de quase todos no mundo. Porém, o que dava um tempero muito especial e que os tornava tão diferentes de mim é o idioma e a comida.

 Por lá, o Fish and Chips (peixe com batatas fritas) é bastante comum, assim como na Inglaterra; há  muitas destilarias sendo o whisky um dos carros-chefes na parte gastronômica escocesa; provei também o Haggis, prato típico feito de bucho de carneiro recheado com vísceras e farinha de aveia para dar liga. Falando assim, pode parecer nojento, mas é delicioso, pena que tive poucas oportunidades de comê-lo com mais frequência.

 Como fui para estudar, escolhi ainda no Brasil uma escola mais tradicional e reconhecida, a Kaplan. E sinceramente, não poderia ter escolhido melhor. Foi lá que me senti mais confortável e botei meu inglês pra funcionar de verdade, fiz amizades com uma galera do mundo todo,mas os que os que verdadeiramente conquistaram meu coração foram os alemães pela simpatia, pontualidade e sinceridade. Como eu era a única brasileira da sala, ouvia muitas perguntas sobre o brasil, como por exemplo: "É verdade que São Paulo tem muitos prédios?" "O carnaval é animado mesmo?" " A capital do Brasil é o Rio, né?", entre tantas outras que às vezes me fazia rir e outras me faziam pensar, principalmente quando me perguntavam sobre a corrupção.

 Outra parte bacana da vida na Escócia (que eu gostava muitíssimo) são os pubs, cada dia era um lugar diferente, com opções de cervejas diferentes, uma loucura! 
Não posso deixar de mencionar que Edimburgo é uma cidade medieval, com ruas de paralelepípedo, castelos magníficos, e assim, o que não faltam são histórias: guerras, bruxas, guilhotinas e etc. E o que mais me maravilhava era poder viajar pelo país conhecendo mais a fundo todos os mitos e verdades e de quebra ganhar paisagens de nos fazer coçar os olhos pra garantir que não era sonho. 

Muita gente acha complicado demais se organizar e fazer uma viagem dessas, e às vezes não é fácil mesmo, mas uma coisa eu digo: valeu cada centavo, cada lágrima, cada minuto pesquisando os roteiros, cada momento de saudade dos que ficaram aqui. E se posso te dar um conselho: se joga!



  


   

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Meu caminho de autoconhecimento



   Há cerca de um ano, conheci o Minimalismo, cuja ideia gira em torno do viver com menos, com o que realmente nos basta tanto no quesito material quanto no emocional.
  Também há um ano, passei (e continuo passando) por uma mudança espiritual e de autoconhecimento tão grandes que hoje já me sinto outra pessoa, como se tudo que aconteceu anteriormente não tivesse sido comigo. Comecei a seguir blogs e páginas de pessoas que me inspiraram a evoluir. Foi uma fase incrível.
   Nessa mesma época, comecei a escrever em um caderno frases, textos e insights que me ajudavam a levantar a cabeça, respirar fundo e prosseguir, isso me ajudou de uma forma que ainda hoje permaneço registrando tudo que encontro e que acaba fazendo sentido na minha vida. Iniciei as sessões de terapia, mas não me sentia tão confortável com a terapeuta, então não posso dizer que grandes mudanças surgiram a partir disso.
   Mesmo assim, passei a virada de 2015 para 2016 com uma sensação de plenitude que poucas vezes senti. Sabia que tudo daria certo e que o ano que entrava seria de muitas conquistas - e assim está sendo.
   Em janeiro, resolvi fazer meu primeiro grande declutter, que nada mais é do tirar do armário tudo o que já não nos serve mais e que de alguma forma pode ser útil para outras pessoas. E assim fiz, doei uma quantidade assustadora de roupas e sapatos. Pronto, fiquei mais leve. Em maio, decidi fazer outro declutter apenas com mais algumas roupas e também com livros. Mais uma vez, me senti mais aliviada, mas parei por aí, afinal, desapegar não é uma tarefa fácil e requer questionamentos internos que muitas vezes machucam: "Engordei e isso não me serve mais."  "Por que cargas d´água gastei meu dinheiro com isso?" ou "Poxa, gosto taaaanto, mas está tão velho que terei que jogar fora".
    Cá estou eu em outubro, ainda no processo de me autoconhecer e estou apaixonada pelas decisões que tenho tomado: Voltei para a terapia - com uma psicóloga que realmente admiro e me sinto bem; acabo de fazer outro declutter com mais roupas, poucos sapatos e muitas bijus; pretendo continuar a seguir a filosofia minimalista de repensar os gastos, onde compro e começar a parte mais complicada de todas: a mudar minha alimentação. Mesmo não sendo comilona, meu ponto fraco são os doces, impossível comer um só e isso está me fazendo me sentir um pouco mal.
   É, botar ordem na casa não é fácil, exige coragem, força de vontade e um propósito, assim a coisa anda e a cada pequena mudança surge junto uma grande felicidade e o sentimento de que somos capazes.
    

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Amizades Líquidas



Hoje na rua, vi uma moça que um dia foi minha amiga e que com o tempo e a rotina  tornou-se apenas conhecida. Pouco sei sobre o que ela anda fazendo, quem está namorando, enfim, coisas que um dia foram diferentes.

Pensei em ir falar um ‘oi’, mas pensei: Será que devo? Há tanto tempo que nos distanciamos e já a vi outras vezes e em todas elas refizemos a promessa de nos visitarmos, o que claro, nunca aconteceu, o que  prova que há algo errado, já que amigos de verdade fazem um mínimo de esforço para se fazerem presentes. Imediatamente minha cabeça voou para Zygmunt Bauman e sua teoria da Modernidade/Amor Líquida, cuja ideia prega que vivemos em tempos de sentimentos fast food, ou seja, dê o que preciso ou caia fora, simples assim.

O que mais me assusta é exatamente isso, essa coisa de: “Ah, tudo bem, você não me procura, eu não te procuro... mesmo um dia tendo sabido muito uma da vida da outra. Ok, vida que segue e que venham novos amigos”. Triste, eu sei, a sensação que dá é que descartamos pessoas como descartamos papel toalha e isso engloba outros tipos de relacionamentos.

No final das contas, não me apedrejo por essa forma de pensar, até por que sabemos bem que um dos maiores empecilhos da distância é esse mesmo, fazer com que o que era fluido se torne maçante, e às vezes desinteressante, e não é por vontade própria, mas justamente por essa intersecção que fica e não sabemos muito bem como preenchê-la.  Fazer o quê?

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Perder-se também é encontrar-se!



Já perdi a conta de quantas vezes me senti vazia, seja lá de sentimentos ou de pessoas que suprissem uma falta que nem eu mesma sabia o que era.

Não é só o sentimento vazio em si, mas a vontade de querer me agarrar em algo para me provar  forte e no controle da vida, esquecendo que sou humana. Mas caminhar sozinho é complicado e requer um autoconhecimento de monge budista.

Assim como já perdi a conta, perdi também pessoas, algumas foram para um lugar melhor fora da Terra, outras porque escolheram não estar ao meu lado e seguiram seus caminhos. Só sei que cada uma dessas perdas deixou uma marca, que depois de muita reflexão e paciência comigo mesma, aprendi a ressignificar e a olhar de outra maneira, o de que tudo tem um lado positivo, independente do que esteja acontecendo e por mais difícil que seja enxergar isso durante a dor.

Foi aí que comecei a me encontrar, depois de tantas dúvidas e medo. Passei a pensar realmente em mim e nas coisas que eu gostava de fazer e a escrita foi um dos primeiros itens da lista (sim, faça uma lista das coisas que você gosta, ela te ajuda na criatividade e te dá um panorama amplo dos seus gostos), depois disso criei o blog e cá estou.

Agora eu me pergunto: E se não tivesse passado por todo esse processo de perdas, como é que eu chegaria até aqui?

 Que chegaria, chegaria, mas seria a mesma pessoa? Provavelmente não, e isso é lindo.

Acredito que tudo o que acontece, acontece por uma razão e que devemos nos deixar viver e às vezes perder, sem neuras e consciente que não podemos ter controle de tudo.












Vida adulta e decisões







 Pode demorar, mas um dia ela chega, a idade que quando crianças sonhamos ter para comprarmos o que quisermos, para não precisar dar satisfações aos nossos pais e chegarmos tarde em casa.

É, a vida adulta assolou minha porta desde que arrumei meu primeiro emprego em 2008 e de lá pra cá surgiram momentos tensos, de querer voltar a ser criança de novo, de negar que aquele peso eu tinha que carregar e mais ninguém. Ser adulto dói um bocado.

E nesses golpes duros, daqueles que te empurram para um buraco, comprimem nosso coração ou inflam o ego, trazem à tona um adulto rancoroso, egoísta e impaciente nos tornando irreconhecíveis a nós mesmos.

Mas como tudo na vida tem dois lados, ser adulta também me ajudou a conseguir a independência que eu sonhava e a decidir por coisas boas, como por exemplo: Pra onde ir nas férias? Sair ou ficar em casa? Comprar sorvete ou fazer brigadeiro de panela? Dentre tantas outras que fazem o dia a dia mais leve.

Gosto de pensar que ser independente é importante, e mais importante ainda é ser consciente dos nossos atos, das falhas, dos defeitos, de onde tem aquela ferida que ainda não cicatrizou, sem criar expectativas querendo ser uma pessoa diferente. Isso nos leva para um caminhar adulto sem cobranças, com bagagem leve.

Apesar das tantas obrigações que levamos nas costas, seja no trabalho ou em casa, ainda há um prazer em amadurecer se observando em constante desenvolvimento e só sendo gente grande pra curtir e se jogar nesse mar sem fim chamado autoconhecimento.




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sobre nós: O Aleatorizando e eu


   A escrita sempre fez parte da minha vida. Primeiro foram nos livros, depois as aulas de redação na escola e hoje escrevo para que a tranquilidade e o bem-estar após um dia agitado de trabalho não fujam em mim.

 O Aleatorizando é fruto das minhas divagações e de mais de um ano de busca pelo meu próprio desenvolvimento como ser humano.Ás vezes conto das minhas andanças pelo mundo e em outras, falo de livros e tudo que me inspira na imensidão que é a literatura.

Assim, devagar e com otimismo, vamos caminhando.

O primeiro passo: Criar um blog  ✓